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CEANNE

Centro Avançado de

Neurologia e Neurocirurgia

CEANNE PORTO ALEGRE

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com Jandira Klein, Beatriz Wolf ou Willian Brum

Entrevista com o Gerente de Telemedicina do CEANNE, Renato Cunha, sobre o 20th ANNUAL TELEMEDICINE AND TRADE SHOW, em Los Angeles – USA

31/05/2018

De 02 a 05 de maio deste ano, o CEANNE – Centro Avançado de Neurologia e Neurocirurgia esteve em Los Angeles para participar do 20th Annual Telemedicine Meeting & Trade Show, promovido anualmente pela Associação de Telemedicina Americana (ATA).

 

Nesse evento, esteve presente o Gerente de Telemedicina do CEANNE, Renato Cunha, que, a seguir, discorre sobre sua participação nesse encontro internacional e principal fórum para profissionais da saúde e empresários de telemedicina.

 

 

Sr. Renato, fale-nos um pouco sobre sua experiência no ATA 2015.

 

Foram 04 dias muito interessantes. O número de inscrições superou as expectativas, com mais de 5000 participantes no evento. Tivemos acesso a mais de 500 apresentações e plenárias, 13 cursos e ao maior trade show de Telemedicina do mundo, abrangendo todas as subdivisões da telemedicina e englobando serviços médicos, plataformas de tecnologia, soluções integradas e equipamentos para as mais diversas aplicações, permitindo vislumbrar o potencial que temos a desenvolver. Nosso principal interesse era conhecer o estado da arte no atendimento a pacientes com AVC através de telemedicina, bem como os equipamentos para atendimento neurológico em geral, além de buscar parcerias que possam dar suporte a nosso crescimento no futuro próximo.

 

Nesse evento, o senhor teve a oportunidade de estar com o Dr. Jay H. Sanders, professor de Medicina da Johns Hopkins School of Medicine – conhecido no seu meio como o “pai da telemedicina”. De acordo com suas impressões, quais são as expectativas do Dr. Sanders em relação à telemedicina no mundo hoje e em um futuro próximo?

 

Dr. Sander conseguiu resumir de uma maneira muito feliz o momento em que a telemedicina vive hoje: nada menos do que o início de uma nova era. A telemedicina por muitos anos foi vista como algo periférico dentre a vastidão de assuntos que a área médica trata, mas, agora, a telemedicina passa a ter um papel de destaque, estando no foco da busca por uma medicina mais eficiente, com menores custos e, principalmente, mais próxima do paciente. Definitivamente, 2015 é considerado o ano da Telemedicina nos USA. Quanto ao futuro próximo, o Dr. Sanders mostrou como a integração de wearables – como o apple watch, por exemplo – com sistemas de inteligência artificial, do tipo Watson da IBM, permitirá, muito em breve, obter e monitorar o histórico de saúde de cada indivíduo, 24 horas por dia, desde o seu nascimento.

 

Sendo este o maior encontro internacional de telemedicina atualmente, quais foram as últimas novidades tecnológicas apresentadas ao público interessado este ano?

 

Na área de prestação de serviços médicos, o maior destaque está no atendimento primário através de plataformas de comunicação que permitem consultas on-line e a triagem do paciente dentro de sua própria residência, evitando a sobrecarga desnecessária nos dispendiosos serviços de emergência dos hospitais. Com isso, por exemplo, haveria encaminhado às emergências apenas de pacientes que realmente dela necessitassem, em condições ideais e sem superlotação. Outras novidades interessantes tratam do acompanhamento de pacientes após a alta hospitalar, recurso este que pode detectar prematuramente complicações que venham a exigir uma reinternação. No que se refere a novidades tecnológicas, chamou a atenção os robôs de uso domiciliar: a partir deles, qualquer paciente com problemas de mobilidade pode receber desde acompanhamento regular de uma enfermeira até uma consulta de emergência com um especialista.

 

Qual é sua impressão quanto à utilidade dos recursos da telemedicina no Brasil e de sua viabilidade? Nesse sentido, como esse processo pode ser otimizado em nosso país?

 

A telemedicina permite abranger dois conceitos aparentemente incompatíveis: maior acesso à saúde – principalmente quando falamos em acesso a especialistas fora dos grandes centros – e redução de custos em saúde, que ultimamente só tem crescido. Com a telemedicina, conseguimos atingir ambos os objetivos de maneira muito eficiente. Num país com dimensões continentais como Brasil, a telemedicina pode ser usada conjuntamente com políticas abrangentes de acesso à saúde para toda a população, como, por exemplo, o encaminhamento de pacientes, previamente atendidos por telemedicina, a hospitais referenciados que possuam cirurgiões, equipamentos e parque tecnológico aptos a resolver os casos mais sérios de maneira rápida e com custo otimizado.

 

Nesse sentido, qual o papel do CEANNE nesse processo e seu principal objetivo?

 

O papel do CEANNE é justamente atender a demanda de hospitais e de clínicas públicas e privadas com dificuldade de ter em sua estrutura atendimento presencial de neurologistas. Nesse sentido, o principal objetivo do CEANNE, hoje, é ser referência nacional em atendimento a pacientes com AVC via telemedicina, permitindo que neurologistas altamente qualificados – conectados com profissionais de saúde em diferentes localidades via videoconferência de alta resolução – avaliem um paciente, interajam com ele e com seu médico, analisem exames de imagem em tempo real e orientem o tratamento imediato para o paciente neurológico.

 

Em termos de Brasil, quais são as possibilidades e as vantagens de os recursos da telemedicina serem utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS) e como os recursos tecnológicos podem melhorar os serviços e atendimentos de instituições da área da saúde, beneficiando seus usuários (hospitais, médicos e pacientes)?

 

Uma das soluções de telemedicina que o CEANNE oferece hoje é, por exemplo, o que já ocorre atualmente em parceria com o Hospital Moinhos de Vento: hospitais com atendimento 100% SUS, que estejam credenciados na Rede Brasil AVC, podem contar com atendimento, a pacientes vítimas de AVC, de neurologistas altamente especializados de uma instituição de porte, como é o caso do Hospital Moinhos de Vento, afiliado ao Johns Hopkins Medicine International, referência mundial em neurologia. Tudo isso, a um custo incrivelmente baixo, durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, nos 365 dias do ano. Os benefícios para os hospitais são enormes: além de redução em suas despesas fixas, contam com um serviço que dá toda a retaguarda para médicos e equipes das emergências, permitindo um atendimento mais seguro e rápido. Nos dias de hoje, em que a síndrome de burnout (síndrome do esgotamento profissional) está sendo cada dia mais discutida no meio hospitalar, a possibilidade de entregar um ambiente menos estressante e mais seguro aos funcionários de uma emergência é algo de extremo valor. Já as vantagens para os pacientes são incalculáveis: durante um acidente vascular cerebral (AVC), 2 milhões de células cerebrais morrem por minuto. Com um correto diagnóstico e a possibilidade de indicação para o tratamento com o medicamento Alteplase em até 4,5 horas após o início dos sintomas de um AVC, alguns pacientes – que poderiam ficar meses internados e com graves consequências – têm a possibilidade de receber alta em alguns dias, sem sequelas, como em muitos casos que já presenciamos.

 

O alcance dos serviços de teleneurologia do CEANNE, quanto à instalação do sistema em instituições hospitalares interessadas, restringe-se à região Sul do Brasil?

 

De forma alguma. Estamos estruturando um plano de expansão para atendimento em todo o Brasil. Refiro-me ao Brasil, especificamente, por termos o problema do idioma além fronteiras, uma vez que o neurologista – via telemedicina – precisa interagir com o paciente e com a equipe médica e de enfermagem do hospital onde o atendimento estiver sendo prestado. No Brasil, com a infraestrutura de comunicações disponível atualmente, nada nos impede de atender instituições do Norte e Nordeste, por exemplo, onde a carência de especialistas é grande, e de cidades do interior do Sudeste, que têm grande volume de atendimento e custos crescentes nesse sentido.

 

 

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