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Estimulação da Medula Espinhal somada à Terapia de Reabilitação obteve resultados surpreendentes

31/05/2018

O estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), nos EUA, obteve 100% de aproveitamento, já que quatro dos quatro voluntários participantes obtiveram ótimos resultados. Conforme Roderic Pettigrew, diretor do Instituto Nacional de imagem biomédica e bioengenharia (NIBIB) no NIH, os profissionais envolvidos na pesquisa estavam cautelosamente otimistas quando o primeiro paciente retomou o controle voluntário a partir da estimulação espinhal. Mas agora que esse procedimento foi bem sucedido em 4 de 4 pacientes, há evidências que sugerem que uma grande quantidade de indivíduos, anteriormente com pouca esperança de qualquer recuperação significativa da lesão da medula espinhal, podem se beneficiar dessa intervenção.

 

Na técnica, a corrente elétrica é aplicada em diferentes frequências e intensidades e em diferentes lugares da medula. O objetivo é atingir densos feixes neurais que controlam grande parte do movimento dos quadris, joelhos, tornozelos e dedos dos pés. Assim que os sinais são acionados nos participantes que receberam a estimulação, a medula espinhal se reconecta à rede neural para controlar e direcionar movimentos musculares.

 

A terapia de reabilitação intensifica o impacto da estimulação elétrica na medula espinhal. Ao longo do estudo, os pesquisadores notaram que os participantes foram capazes de ativar os movimentos com menos estimulação, demonstrando a capacidade da rede neural em aprender e melhorar as funções do nervo espinhal.

 

Para o Professor Reggie Edgerton, da Universidade da Califórnia e um dos integrantes da equipe de pesquisadores, o cérebro é capaz de aproveitar as poucas conexões remanescentes e, então, processar as informações visuais, auditivas e de percepção.

 

Esse estudo é a continuação dos testes realizados com Rob Summers, jovem paralisado do queixo para baixo e que recebeu estímulos elétricos em 2009. Ele recebeu 16 eletrodos implantados na medula espinhal e passou por um treinamento diário. Foi posto em uma esteira apoiado em um suporte enquanto pesquisadores o ajudavam a andar. Sete meses depois, ele tinha retomado algum controle voluntário de suas pernas.

Os pesquisadores se surpreenderam com os resultados, pois o movimento intencional requer informações para viajar desde o cérebro até a medula espinhal inferior, um caminho que tinha sido danificado com a lesão. Outras deficiências causadas pela lesão de Summers também começaram a melhorar ao longo do tempo, tais como controle da pressão arterial, regulação da temperatura de corpo, controle da bexiga e função sexual.

 

Os três pacientes que participaram da segunda fase do estudo também já apresentam ótimos resultados. Dois deles têm paralisia motora sensorial completa e o terceiro tem paralisia motora completa. Dentro de poucos dias após o início da estimulação, os três pacientes recuperaram algum controle voluntário dos músculos previamente paralisados.

 

 

As implicações deste estudo para todo o campo são bastante profundas, e agora podemos imaginar um dia em que a estimulação na medula espinhal possa ser parte de um “coquetel de terapias” usadas para tratar paralisia.

 

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